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Palmito juçara é opção rentável de restauração na Mata Atlântica

Palmito juçara é opção rentável de restauração na Mata Atlântica

Redação Notícia Hoje
Por: Redação Notícia Hoje
06/11/2020 às 16h24 Atualizada em 06/11/2020 às 19h24
Palmito juçara é opção rentável de restauração na Mata Atlântica
Emerson e Viviane são os primeiros agricultores do Espírito Santo autorizados a manejar a palmeira juçara – Foto: Divulgação/WRI Brasil

Espécie nativa da Mata Atlântica, a palmeira juçara foi explorada até quase o risco de extinção para abastecer a preferência da culinária nacional pelo palmito. Porém seu fruto, semelhante ao amazônico açaí, foi ignorado até recentemente. Esse detalhe, no entanto, faz toda a diferença para a perenidade da árvore, que morre com a extração do palmito. E está tornando a juçara em uma opção rentável de restauração da Mata Atlântica. É o que mostra o mais novo episódio da webserie As Caras da Restauração - iniciativa do WRI Brasil que visa mostrar as vantagens do plantio de florestas.

As vantagens da juçara para a restauração florestal são mostradas a partir da história de uma família de pioneiros do Espírito Santo: Emerson e Viviane são os primeiros agricultores do Estado autorizados a manejar a palmeira juçara. O casal tem recebido apoio e auxílio de diversos programas do Governo do Estado. Eles estão plantando mudas de palmito juçara em toda a propriedade, integradas a sistemas agroflorestais para acelerar a restauração. O objetivo é desenvolver uma agroindústria capaz de acessar o mercado formal e convencer palmiteiros a trabalhar com a fruta e não com o corte da palmeira.

[caption id="attachment_6143" align="alignnone" width="1024"] Foto: Divulgação/WRI Brasil[/caption]

A série As Caras da Restauração antecipa a Década da Restauração, que a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou para o período entre 2021 a 2030. Cada episódio traz um relato aprofundado das transformações vividas a partir da decisão de investir na restauração florestal, mostrando o processo de mudança de mentalidade das pessoas retratadas - o que acaba formando um fio condutor da narrativa que ajuda a ilustrar porque práticas de produção mais sustentáveis fazem sentido, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental. Além das histórias de vida, os vídeos também trazem informações sobre os contextos e questões técnicas vinculadas a cada realidade.

"São histórias e rostos que humanizam uma agenda de reconstrução de nossa economia e contribuem para o compromisso do Brasil de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas e áreas degradadas até 2030", afirma Miguel Calmon, diretor de Florestas do WRI Brasil. "Essa meta só pode ser alcançada por meio de uma diversidade de soluções, projetos, escalas e características locais - e é exatamente isso que estamos mostrando: os rostos e as histórias de quem está fazendo, bem como os caminhos possíveis", destaca.

Os episódios mostram diferentes realidades - da Amazônia ao Vale do Paraíba, passando pela Bahia e pelo Espírito Santo. A maior concentração de histórias na região da Mata Atlântica deriva do maior grau de fragmentação e degradação desse bioma. Os personagens mostram o potencial de recuperação de áreas antropizadas, que tem infraestrutura de transportes e outros benefícios importantes para o agronegócio, mas que concentram boa parte dos 130 milhões de pastagens atualmente degradadas no Brasil. Elevar a produtividade dessas áreas, integrando-as a modernos sistemas produtivos como a integração pecuária-floresta, lavoura-floresta ou lavoura-pecuária-floresta não só reduz a pressão por novas áreas de cultivo como pode elevar os indicadores econômicos e sociais de boa parte do país.

[caption id="attachment_6147" align="alignnone" width="1024"] Foto: Divulgação/WRI Brasil[/caption]

Para o WRI Brasil, a restauração florestal deve ser reconhecida como uma oportunidade com potencial de geração de benefícios econômicos, sociais e ambientais. A recuperação de milhares de hectares de terras hoje degradadas pelo plantio de espécies arbóreas nativas de valor econômico e pela utilização de sistemas agroflorestais, cria empregos e boa produtividade nas comunidades agrícolas, além de contribuir para a segurança alimentar e hídrica. As histórias da família Soares, de Bruno Mariani, Silvany Lima, Patrick Assumpção e do casal Emerson e Viviane ajudam a ilustrar como os diferentes níveis de governo, o setor privado e os tomadores de decisão dentro do setor agrícola podem se engajar nesse movimento.

Clique e veja o vídeo: Os Guardiões da juçara

Sobre o WRI Brasil

O WRI Brasil é um instituto de pesquisa que transforma grandes ideias em ações para promover a proteção do meio ambiente, oportunidades econômicas e bem-estar humano. Atua no desenvolvimento de estudos e implementação de soluções sustentáveis em clima, florestas e cidades. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha em parceria com governos, empresas, academia e sociedade civil.

O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI), instituição global de pesquisa com atuação em mais de 50 países. O WRI conta com o conhecimento de aproximadamente 700 profissionais em escritórios no Brasil, China, Estados Unidos, Europa, México, Índia, Indonésia e África.

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