
Alunos em idade escolar e que estão fora da sala de aula, serão mapeados pelo governo do Estado por meio do Projeto todos na Escola, para que sejam desenvolvidas ações de inclusão e permanência desses estudantes no ambiente escolar. Segundo o governador Renato Casagrande, são 25 mil jovens fora da escola no Ensino Médio no Espírito Santo.
O Projeto é uma parceria com o Fundo Nacional das Nações Unidas pela Infância (Unicef), União Nacional do Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e municípios.
A assinatura da Adesão ao Projeto, que utilizará como estratégia de trabalho a “Busca Ativa”, foi realizada na manhã desta quinta-feira (18), no Palácio Anchieta, em Vitória.
A “Busca Ativa” será a principal ferramenta, uma plataforma que auxiliará no levantamento dos dados. Segundo Casagrande, a articulação com os municípios será importante neste processo, pois todo o trabalho contará com o apoio de agentes municipais de saúde, que já estão inseridos, diariamente, no convívio da população durante visitas realizadas às residências dos moradores.
“Temos que envolver os municípios, os secretários de Educação, para identificar os jovens que estão fora das salas de aula e abastecer o programa de informações para a criação de estratégias. Espero que todos os 78 municípios façam a adesão. Temos a necessidade de ofertar e dar oportunidade aos jovens de estudar”, disse o governador.
Por meio da iniciativa, o Estado e os municípios terão dados concretos que possibilitarão planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a inclusão escolar.
O diagnóstico que é feito, atualmente, é baseado no Censo Escolar que aponta apenas a quantidade de pessoas em idade escolar fora da unidade de ensino. O mapeamento de quem são esses alunos, onde moram e por que estão fora da escola é o que será possível identificar por meio da “Busca Ativa”.
Casagrande lembrou ainda que são 25 mil jovens fora da escola no Ensino Médio no Espírito Santo.
“Vamos atrás de cada um deles. Avançamos na educação, mas não é o suficiente. As oportunidades para quem não estuda são muito pequenas. Universalizar o acesso à educação é um ponto primordial. As escolas precisam ser atraentes, os jovens precisam se sentir atraídos a irem para a escola, tendo uma estrutura adequada, música, uso da tecnologia e esportes. Vamos relançar o Pacto pela Aprendizagem e fazer investimentos fortes nas áreas de infraestrutura e tecnológica na educação”, adiantou.
O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, destacou que o propósito é identificar os alunos que já saíram das unidades.
“Eles se matricularem ou não é uma decisão delas, mas o Governo do Estado tem que oportunizar as condições para isso, seja criando as vagas (que já existem) e conhecendo o perfil dessas pessoas (as razões pelas quais elas saíram das escolas), para que possamos ir adequando o perfil da escola, da vaga, localização da vaga e o perfil da escola que o aluno almeja, por exemplo”, afirmou.
Por meio de parceria com os municípios, o trabalho contará com os agentes de saúde, por exemplo, que podem identificar, durante a execução do seu trabalho nas visitas às residências dos moradores, se aquela família possui algum integrante em idade escolar que não esteja estudando.
Após feita a identificação, a informação é passada para a Secretaria de Educação, que inicia uma etapa para identificar quem é a pessoa, onde mora e o motivo de não estar na escola, por exemplo. A partir disso, a equipe faz um diagnóstico da situação, o que permitirá oferecer condições para que o aluno volte de imediato para a escola.
Com informações do governo do Estado